Por Melpôneme e Clio.
Suas artes carregam inspiração que transcende a realidade e o tempo, mais uma vez trazendo vida à excelência humana.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Modernidade e literatura: exame do papel do ethos abrangente na sociedade premoderna e moderna a partir de uma comparação entre Orestes e Hamlet

Ontem o resumo pro meu artigo ao Evento Habermas 8o Anos - que será realizado nos dias 15 ao 18 de setembro em João Pessoa - foi aceito para comunicação individual. É, Agora tenho que escrevê-lo.

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Palavras-Chave: Habermas – Sociedades premodernas e modernas – Ethos abrangente – Orestes – Hamlet.


Habermas explica que, na passagem das sociedades premodernas para as modernas, a situação de um ethos abrangente que, sendo ao mesmo tempo sistema de saber e de ações, dotava de unidade valorativa o mundo das interações cotidianas, se dissolveu e se fragmentou numa multiplicidade de orientações éticas, na qual a moral só pode atuar como saber cultural, cuja realização depende de estruturas individuais de internalização das normas. O artigo mostra o contraste entre os dois momentos a partir de um recurso à Literatura, lançando mão da comparação entre a atitude de duas personagens envolvidas num enredo trágico de vingança: de um lado, Orestes, típica personagem premoderna, que aceita de modo não problemático seu destino de vingar a morte do pai; de outro, Hamlet, típica personagem moderna, que, diante da mesma situação que Orestes, reflete sobre seu destino e questiona o próprio papel, ao mesmo tempo em que o desempenha.


Fernanda Mattos Borges da Costa – Graduanda em Direito – CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PARÁ (CESUPA)


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Gostaria de agradecer ao professor André pela presente e futura orientação, pela oportunidade de participar do Grupo de Estudos - Habermas e Teoria Crítica e por conseguir me ajudar a encaixar o tema!

domingo, 5 de julho de 2009

Kalé Tyche!

"A Fernanda me falou faz pouco tempo da vontade que tinha de iniciar um blog. Acreditem ou não, o único receio dela era não ter o que escrever ou não contribuir tão bem quanto poderia. Tudo bem, perfeccionismo faz parte do charme dela, é o que mantém sua inteligência em níveis aceitáveis de modéstia, então não vamos mexer nisso. Para nossa alegria, contudo, consegui convencê-la do contrário. Foi a maneira que encontrei de estimulá-la a apresentar-se ao espaço público e emitir suas opiniões, dividir suas leituras, suas pesquisas, suas idéias. Ela diz que o nome do blog, algo como “Jardim da Discípula”, é uma homenagem a mim e a todos os seus outros mestres, mas tenho lá as minhas dúvidas sobre a veracidade dessa explicação. Para mim, o que o nome significa é que ela tem cultivado dentro de si, como belas flores, várias idéias próprias, regadas continuamente, tratadas com carinho e cuidado, que agora querem abrir-se e mostrar-se, para polinizar outras mentes. Ela está abrindo ao público seu bem cuidado jardim de idéias. Dessa forma os colegas poderão descobrir o que eles perdem por não ouvirem as perguntas que a Fernanda faz ao fim da aula, quando ninguém mais está ouvindo, ou os comentários que ela faz fora de sala, quando não podem gerar o debate que mereceriam. É a internet proporcionando no espaço virtual o que no espaço real a timidez e a discrição excessivas quase sempre nos furtam. Para aqueles que não a conhecem, será uma oportunidade e tanto para corrigir esse sério problema em suas linhas do destino e recuperarem um pouco de esperança na humanidade, lendo as contribuições de uma pessoa de cérebro ágil e coração puro, além de fino e oportuno senso de humor. Minha expectativa é que aqui sejam vertidas descobertas e perspectivas interessantes sobre assuntos em História, Literatura e Filosofia, com toques de ficção de quando em vez (torço para que seja mais J. R. R. Tolkien que J. K. Rowling, mais Anne Rice que Stephenie Meyer, mas não se pode garantir nada... Na verdade, pensando bem, se não houver dicas de Devil May Cry 4 já estaremos todos no lucro). Passarei a recomendar esse blog com um link a partir do meu e a visitá-lo diariamente. Recomendo a todos que façam o mesmo. Um abraço, Fernanda! Kalé tyche!"

Introdução gentilmente escrita pelo Prof. André Coelho, dono do blog Filósofo Grego, citado entre meus Recomendados.

As opiniões emitidas nessa postagem não correspondem às posições desse blog ou de sua criadora. Todas as idéias veiculadas nessa introdução são de inteira responsabilidade de seu escritor! ; )