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Comunicado

USP - FFLCH - Prédio de Letras Clássicas e Vernáculas


Há uma nova fase para este blog, reflexo das mudanças decorridas em meu próprio desenvolvimento acadêmico e pelas perspectivas futuras. O término da graduação em direito, no CESUPA, rendeu-me a oportunidade de recomeçar.
Estou em São Paulo, assistindo as aulas referentes aos estudos gregos do departamento de Letras Clássicas da FFLCH, na USP; bem como frequentando desde esta semana aulas da pós-graduação como aluna especial (não-mestrando). Abriu-se um novo mundo diante de mim, absolutamente diverso do universo acadêmico que conheci até então. É difernete estar entre pessoas cujos objetivos, em vários dos casos, é formativo - um contraste daqueles na jornada pelo diploma capaz de lhe dar uma boa vaga de concurso público (e apenas isto).
O constante contato com o mundo antigo a partir da universidade tem se mostrado frutífero. Confesso que, até o momento, poucas coisas nas aulas me são novidades. Mas os véus que me separam do que ainda não conheço estão ali, visíveis, e agora cada vez mais palpáveis. (E tenho aumentado de forma significativa a bibliografia que devo vencer, quantitativa e qualitativamente).
O efeito geral tem se resumido em brainstorms disparados pelas aulas, que me trazem conexões interessantes no meu pequeno universo clássico, ainda em formação. São muitas questões, todas selvagens e irrequietas, baixando suas garras contra as grades da minha mente; venho encontrando algum trabalho para domesticá-las ao ponto de que se permitam verterem-se em escrita. De qualquer forma, planejo para o Blog um outro tipo de atualização, sem deixar de lado os posts-resenha, que dêem vazão às bestas que venho criando e alimentando a cada texto, em cada aula. Seguindo mais o ambiente do Blog, poderia chamá-las de terríveis criaturas que habitarão este jardim.
Um segundo objetivo neste planejamento é a revisão das postagens anteriores. Atualização de críticas e informações, acrescidas às resenhas e que serão anunciadas em novas postagens. Dessa forma, pretendo manter um diálogo entre estes dois momentos de formação acadêmica. Por vezes, o discurso ganhará um tom menos 'científico'. Diversas idéias dialogam com a crítica literária, mas em sua maioria, não confluem com teorias muitas vezes já entorpecidas e afixadas no contexto escolado na maioria das academias clássicas. Nestes momentos, o objetivo é expor e por à prova as pequeninas criaturas, para que um dia, quem sabe, possam ser lapidadas em exuberantes Quimeras.

Enfim, em termos gerais, este post vem propor e anunciar um novo perfil para o Blog, e a partir de agora, novas postagens.

Ah, sim. Antes de encerrar, gostaria de colocar aqui os blogs sugeridos por mim - que certamente acompanharei; alguns são, outros tornar-se-ão, essenciais para meu desenvolvimento:

Prof. André Coelho http://aquitemfilosofiasim.blogspot.com/

Prof. Sandro Alex http://profsandroalex.blogspot.com/

Prof. Christhian Werner http://poesiagrega.blogspot.com/

E mais estes:

http://humanidadesemdestaque.blogspot.com/ =*

http://blogdeprosaepoesia.blogspot.com/ =)

http://teatroclassico.blogspot.com/ ;D

Comentários

  1. Boa sorte e melhor atualização!

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  2. Gostei do blog, mas... puxa, parece que acabou?!

    Anselmo José Alves (Anselmo Coyote)
    Juiz do Trabalho TRT 3a Região.

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Segue abaixo o meu ensaio produzido para a matéria, Mito e Engano: a Ate na Ilíada, acompanhada na pós-graduação de Letras Clássicas, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
INTRODUÇÃO
No presente trabalho pretendemos analisar com brevidade o fenômeno da dupla motivação presente nas ações de Agamêmnon na tragédia de mesmo nome, primeira da trilogia da Orestéia, de Ésquilo. A passagem referente ao presságio das águias e da profecia reveladora de Calcas, em conjunto com os contornos do sacrifício de Ifigênia, tal como apresentados por Ésquilo, servirão de fundo para o estudo deste fenômeno construído na tensão entre determinação divina e autonomia das ações humanas. Agamêmnon, general do exército e sob o titulo do rei dos reis, reúne os gregos para a guerra contra Tróia. Está sob o juramento de seu cetro e deve seguir com a Justiça de Zeus pela vingança contra Páris e todo o povo de Príamo. Contudo se encontra incapaz de prosseguir, preso no porto de Áulida. Ártemis o …

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